desejo imenso de fumar um cigarro Imposible fumar agora *** a cada instante devo mudar e mudo a língua do word Vontade de abandoná-las todas Seria como criar uma nova igreja *** escutando ambient 1 – music for airports penso no desejo de Jon Hassell (poderia ser um nome inventado): grandes caixas de som que fizeram vibrar os ares produzindo verdadeiras tempestades de areia remodelando as dunas no deserto *** pensando no zumbido que escutam os ouvidos de deus *** hilos de la virgen tocando mi rostro llevando arañas a otras ramas imagino assim a alemanha de outrora como a uma lucidez da manhã *** rato = instante/ momento rato = roedor *** a câmera, um cíclope *** falsos raccords olhos vibrando frente ao metrô que avança o deslocamento retiniano - uma visão disléxica toda uma estética do desaparecimento correr pra permanecer no mesmo lugar permanecer pra se mover equilíbrio = morte *** Nicéforo: “si se suprime la imagen, no solo desaparece cristo, sino el universo entero.” mas e Maomé? O grau zero da representação? *** carta número 1 (da esquizofrenia) “como si de la velocidad de la luz dependiera, por una vez, la totalidad del mensaje” As cores em movimento resultam branco *** síndrome de Elpenor o sueño incompleto: Acordamos num lugar sem abrir os olhos. nos levantamos e vamos ao banheiro. Abrimos a porta e caímos do avião. *** a maior arquitetura do século XX: cubo lumínico de Albert Speer. Não, os nazistas foram os maiores com relação à estética da desaparição. e foi ao querer fazê-la permanente que entraram num paradoxo insolúvel. *** quando escrevo deixo de pensar Sou uma besta quando atinjo o pensamento *** uma bifurcação no metrô ojos en movimiento x ojos que miran a la nada entre los dos... la ventana *** el rostro catalán como una calavera o queixo de paula os primeiros em guerrear ou os primeiros a representar a guerra o levante espanhol que deseja a morte sem sangue a bandeira que simboliza 4 dedos feridos descendo por um escudo amarelo ouro pintando-o de vermelho e dizendo guanyarem *** tauro. Região: áfrica. Tudo é uma questão de Axé *** nunca has visto un muerto? Ni siquiera degolado? *** toda tecnologia prevê um acidente Energia nuclear ... Chernobil Trem ... Orsay Aviões ... Concorde James Ballard viu o acidente total como algo automobilístico Mas é apenas o ciberespaço que poderá proporcionar um acidente global *** Não, não gosto de Ana Karina e nem de Jean-Pierre Leaud. Jeanne Moreau é que tem Axé. Não é uma questão de belo. É uma questão de sublime. *** deixamos o aqui em nome do agora *** medusa (olhar é ser olhado) de repente o metrô se converte em trem fantasma nem rostos nem reflexos o por detrás o nada estamos todos mortos *** se segundo hegel é uma questão de trabalho, família (credo) e linguagem e se hoje em dia já não há nada além de trabalho e se nem o trabalho *** preferir ser queimado pela camada de ozônio que desaparecer no vácuo porque então minha paixão por esse vazio sideral? será que há seres humanos não humanos? não falo do último homem (que é pré) e nem do super-homem (que é pós) mas dessa paixão pelo fim dessa vontade de fotografar o fim como os japoneses na praia... porque sim quero morrer num desastre (que não sobre nenhuma partícula) *** as pessoas como sardinhas em tubos e as televisões em vagões mostrando bailarinos saltando no subterrâneo como podem ser tão sarcásticos? porque ninguém quebra nada? nem eu *** que se joda barcelona me voy a dormir nos vemos mañana
Sábado, 24 de Abril de 2010
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