Sábado, 24 de Abril de 2010

desejo imenso de fumar um cigarro

Imposible fumar agora

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a cada instante devo mudar e mudo a língua do word

Vontade de abandoná-las todas

Seria como criar uma nova igreja

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escutando ambient 1 – music for airports

penso no desejo de Jon Hassell (poderia ser um nome inventado):

grandes caixas de som que fizeram vibrar os ares

produzindo verdadeiras tempestades de areia

remodelando as dunas no deserto

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pensando no zumbido que escutam

os ouvidos de deus

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hilos de la virgen tocando mi rostro

llevando arañas a otras ramas

imagino assim a alemanha de outrora

como a uma lucidez da manhã

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rato = instante/ momento

rato = roedor

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a câmera, um cíclope

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falsos raccords

olhos vibrando frente ao metrô que avança

o deslocamento retiniano - uma visão disléxica

toda uma estética do desaparecimento

correr pra permanecer no mesmo lugar

permanecer pra se mover


equilíbrio = morte

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Nicéforo: “si se suprime la imagen, no solo desaparece cristo, sino el universo entero.”

mas e Maomé? O grau zero da representação?

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carta número 1 (da esquizofrenia)

“como si de la velocidad de la luz dependiera, por una vez, la totalidad del mensaje”

As cores em movimento resultam branco

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síndrome de Elpenor o sueño incompleto:

Acordamos num lugar sem abrir os olhos. nos levantamos e vamos ao banheiro. Abrimos a porta e caímos do avião.

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a maior arquitetura do século XX: cubo lumínico de Albert Speer.

Não, os nazistas foram os maiores com relação à estética da desaparição.

e foi ao querer fazê-la permanente que entraram num paradoxo insolúvel.

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quando escrevo deixo de pensar

Sou uma besta quando atinjo o pensamento

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uma bifurcação no metrô

ojos en movimiento x ojos que miran a la nada

entre los dos... la ventana

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el rostro catalán como una calavera

o queixo de paula

os primeiros em guerrear ou os primeiros a representar a guerra

o levante espanhol

que deseja a morte sem sangue

a bandeira que simboliza 4 dedos feridos descendo por um escudo amarelo ouro

pintando-o de vermelho e dizendo

guanyarem

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tauro. Região: áfrica.

Tudo é uma questão de Axé

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nunca has visto un muerto?

Ni siquiera degolado?

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toda tecnologia prevê um acidente

Energia nuclear ... Chernobil

Trem ... Orsay

Aviões ... Concorde

James Ballard viu o acidente total como algo automobilístico

Mas é apenas o ciberespaço que poderá proporcionar um acidente global

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Não, não gosto de Ana Karina e nem de Jean-Pierre Leaud.

Jeanne Moreau é que tem Axé.

Não é uma questão de belo. É uma questão de sublime.


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deixamos o aqui em nome do agora


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medusa (olhar é ser olhado)

de repente o metrô se converte em trem fantasma

nem rostos nem reflexos

o por detrás

o nada


estamos todos mortos


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se segundo hegel é uma questão de trabalho, família (credo) e linguagem

e se hoje em dia já não há nada além de trabalho

e se nem o trabalho


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preferir ser queimado pela camada de ozônio que desaparecer no vácuo

porque então minha paixão por esse vazio sideral?

será que há seres humanos não humanos?

não falo do último homem (que é pré) e nem do super-homem (que é pós)

mas dessa paixão pelo fim

dessa vontade de fotografar o fim

como os japoneses na praia...

porque sim

quero morrer num desastre

(que não sobre nenhuma partícula)


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as pessoas como sardinhas em tubos

e as televisões em vagões mostrando bailarinos saltando no subterrâneo

como podem ser tão sarcásticos?

porque ninguém quebra nada?

nem eu


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que se joda barcelona

me voy a dormir

nos vemos mañana

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